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sábado, 24 de julho de 2010

PELAS "CONSPIRAÇÕES" E GEOPOLÍTICA, A ESPANHA É CAMPEÃ EM 2010 - 02/06/2010


 Jogadores da Espanha comemoram um gol: mais do que ganhar a Copa, precisam "salvar" a Europa... O Mundo!

Linl da postagem original: http://kigol.com.br/blog/view/post/pelas-conspira-es-e-geopol-tica-a-espanha-leva-a-copa

Recebi um e-mail de um amigo francês que mora no País Basco, cujo tema era futebol. Mas, como sempre, nossas trocas de e-mail vão trilhando diversos caminhos. Um deles foi a constatação por parte dele, de que a Europa está prestes a entrar em colapso, novamente. As tv's francesas tem levado ao ar diariamente as questões político-econômicas do país e da zona do Euro; a França quer pular fora do barco. A Alemanha tenta segurar todo mundo, enquanto que a Inglaterra está, como sempre, "indiferente" a agitação dos demais. A Espanha que cresceu muito e estagnou, encontra-se no meio termo entre os países mais "pobres" da Europa, os PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia - a Espanha é o "S" de Spanish). Segundo meu amigo, os espanhóis estão "na beira do abismo" e basta um sopro para cair, fato esse que , se vier a se concretizar, joga a Europa no inferno. Pois bem... Pensando de forma geopolítica, e dando um "gás" nas idéias conspiratórias, será essencial para passar pela crise que enfrenta, que a Espanha vença a Copa do Mundo de 2010. Segundos cálculos estatísticos de "economistas" e "matemáticos" ingleses, a final pode ocorrer em duas alternativas: INGLATERRA X ESPANHA ou BRASIL X ESPANHA. Na primeira hipótese, vencem os herdeiros de Hernán Cortez. Na segunda, os meninos de Gilberto Freyre.
A idéia das conspirações em Copas do Mundo é um tema antigo. Milhares de pessoas acreditam que é um evento, assim como os Jogos Olímpicos, de “conformização” de demandas do capitalismo, seja na adequação e inserção de países na estrutura capital gestada pelo Ocidente (como a última Olimpíada na China), ou para criar novas formas de recuperação do capital europeu em solo alheio (como promover no Brasil, de uma só vez, Copa do Mundo e Olimpíadas, uma vez que é um país emergente e não oferece tanto risco como a atual desgrenhada Europa). Mas e o talento, não pesa? Sim. As teorias são estapafúrdias, muitas vezes. Mas lembremos (1):


  • México 1970: O Brasil é tricampeão, enquanto a ditadura, amparada pelos EUA, aniquila a guerrilha pelas ruas das grandes capitais do país.


  • Alemanha 1974: Capitalismo e Socialismo estão literalmente em campo. A “conspiração” é para reafirmar o sistema. A Alemanha da República vence uma das maiores seleções de todos os tempos, a Holanda de Cruyff e cia, na final. Mas levou um “carimbo” de classe na faixa: perdeu de 1 a 0 para a Alemanha Oriental (comunista), gol de Juergem. Também foi ano da Revolução dos Cravos em Portugal. Caiu a ditadura na Grécia. Franco sai do poder na Espanha. Pinochet mata opositores no Estádio Centenário, no Chile.


  • Argentina 1978: A mais “descarada” tramóia das Copas do Mundo. O Peru “entrega” o jogo para a Argentina, o Brasil tem gol anulado e fica de fora da final. Os donos da casa, em meio a ditadura, vencem. Um documentário recente, FUIMOS CAMPEONES, devassa este mundial. Vide link: http://www.lsf.com.ar/libros/28/FUIMOS-CAMPEONES-LA-DICTADURA-EL-MUNDIAL-78-Y-/


  • Espanha 1982 – O Papa sofre um atentado e sobrevive. Comoção Mundial... A última grande Seleção Brasileira, sob a batuta de Telê Santana é desclassificada pela Itália (que vence a Copa sobre a Alemanha, na final). Conspiração? O Brasil não ter levado!


  • México 1986 – A Argentina, sofrega com as dores da Guerra das Malvinas e recém redemocratizada, vence a Inglaterra com gol de mão de Maradona, em estado de graça. Na final, derruba a Alemanha.


  • Itália 1990 – A Copa mais “sem graça” de todas. Muro de Berlim caindo, unificação das alemanhas. Bloco socialista se desintegrando. Vitória do capitalismo! A Alemanha recebe da Argentina o presente: um pênalti na final e 1 a 0 para os germanos.


  • EUA 1994: O Brasil se insere em uma nova era do capitalismo mundial Recebe a Copa como incentivo. Nada melhor que a casa de quem arruma todas as coisas, os EUA (que perderam para a seleção canarinho por 1 a 0 em 4 de julho (feriado da Independência dos EUA). He he he!


  • França 1998: Uma final sinistra com o Brasil, deu o título para a França em casa. O país passava por graves problemas econômicos e precisava “encobertar” os altos índices de desemprego. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, teria “vendido” a Copa e os jogadores se rebelaram. A promessa é que 2002 seria “facilitada” para o Brasil. Feito.


  • Japão e Coréia do  Sul 2002 – Campeões, conforme o prometido anteriormente!


  • Alemanha 2006 – A Itália, que passava por uma grave crise em seu futebol, tendo a Juventus rebaixada por compra de resultados; escândalos de loterias; máfia no poder (permanece); crise econômica (permanece), vence a Copa com o time mais “meia-boca” da sua história, sobre a França (que “devolvia” o “favor” prestado pelo Brasil.


  • África do Sul 2010 – Se a Espanha quebrar, metade da Europa afunda. Precisa da Copa!
 (1) Deixei as Copas de antes de 1970 de lado... Seria "conspiração" demais para nossa cabeça!
 PS: No "bolão", apostei Inglaterra campeã em 2010.

 Por Adriano Tardoque

FIGURINHAS DA COPA: UM FENÔMENO DE SOCIABILIZAÇÃO - 19/05/2010

São 10 horas da manhã do dia 15 de maio de 2010. A revistaria Oficina Cultural, no bairro de Santa Terezinha, Zona Norte de São Paulo, está absolutamente cheia: pessoas ocupam as mesas do café, as bancadas de livros, a calçada, a praça do outro lado da rua. Para quê? Trocar figurinhas!
Jovens mães, sentadas no chão, com caneta e papel, riscando os números daqueles crômos que negociou para o filho de 4 anos; na calçada, a avó de uns 80 anos, segura uma quantidade enorme de figurinhas, enquanto que seu filho, de cabelos grisalhos, ri com outro homem de sua idade, avaliando as trocas que seus filhos estão fazendo, num alvoroço enorme, sob uma caixa de papelão, improvisada como mesas. Crianças, jovens, adultos, idosos. O clima é de descontração. As trocas obedecem regras diversas: crômo brilhante, só por duas ou mais; figurinha para completar time, vale de 4 a 10 novas; figurinhas de bônus para "bons trocadores", dentre outras situações. 
De uma coisa eu não tenho dúvida: o álbum de figurinhas da COPA DO MUNDO FIFA 2010, além de ser um dos maiores sucessos de publicação no Brasil, será também um marco para colecionadores de crômos e já é  um fenômeno de sociabilização.
Por Adriano Tardoque

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